terça-feira, 3 de março de 2009

E tudo parece cinza, tudo parece frio. Nexo? Pra quê? Pra que tudo encaixadinho, perfeitinho? Pra que coerência... Pra que isso? Isso. Tudo isso que me vêm à cabeça, um turbilhão. Confusão, bagunça, tristeza, vazio... Ah, a ausência do nexo! O que é isso, tudo isso que me invade a cabeça? O que sinto, o que vejo, o que falo, o que escrevo, o que ouço, o quê?
Quem são eles? Eles que me invadem o quarto, a gaveta, a casa, a cabeça, a garganta e o ódio, o coração, o estômago, o meu corpo todo; que me causam esse mal-estar, essa falta de ar, essa interrogação em mim? [...]
É tudo cinza, tudo frio
Quem são esses? Que me rebaixam e me deixam assim? Que me enlouquecem com idéias abstratas, infelizes, complexas, absurdas? Carrascos. Quem são... O quê? O que é isso, esse lixo de coisas com que vêm nos entupir, entuxar, nos fazer consentir e aceitar? Quem são eles, que me tiram o descanso que tenho, ou devia ter, por direito, ou por dever? O que é isso que eu não consigo digerir, que eu cansei de engolir? O que significa essa combinação de prisão e baldes e baldes de números? Seria, isso tudo, o nexo? Para eles, sim, mas não para mim.
Azul e Branco, é tudo azul e branco: essa letra desenhada, as palavras escolhidas à dedo para que surtam efeito, para que possam aliviar o cinza e o frio e transformá-lo nesse azul de tinta de caneta sobre o branco do papel. [...]
Os olhos ainda ardem, o ódio ainda corre, mas é preciso levantar. A sopa, o calor, o estômago. Fome e impaciência. Chega! Falta de nexo e palavras. Falta de nexo e de palavras. O que eu quero dizer com cada uma delas aqui presente?


Culpa foi o que senti por estar escrevendo e não estudando;
Ser HUMANA foi o que me obrigou a fazer isso.




Pequena materialização da revolta discutida na aula-desabafo de História.
Senti necessidade de não deixar que essa escola consiga acabar com a alma de todos nós [ou pelo menos da maioria que levantou a mão].

Força e sensibilidade pra gente.

Adoro vocês,
pancinha.